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Leilões de imóveis batem recorde: ~300 mil lotes em 2025

O Brasil leiloou quase 300 mil imóveis em 2025, alta de 25% — dois terços em leilões extrajudiciais. O que o novo tamanho do mercado significa para quem quer começar.

O mercado brasileiro de leilões de imóveis fechou 2025 com cerca de 300 mil imóveis leiloados, crescimento na casa de 25% sobre 2024 — reflexo direto do ciclo de inadimplência e da expansão do crédito imobiliário com alienação fiduciária na década passada.

A cara do mercado

Aproximadamente 68% dos leilões foram extrajudiciais (o rito da Lei 9.514/97, usado pelos bancos), e a Caixa Econômica Federal sozinha respondeu por parcela relevante deles. O restante veio de leilões judiciais nas execuções em tribunais. Em valor de avaliação de primeira praça, o estoque leiloado passou de R$ 400 bilhões.

O que isso muda para quem está começando

Mais oferta significa mais oportunidade — e mais concorrência nos lotes óbvios. Três consequências práticas:

  1. Volume exige triagem: com centenas de lotes novos por dia, o gargalo deixou de ser achar imóvel e passou a ser analisar rápido e bem. Quem analisa 20 lotes escolhe melhor do que quem analisa 2.
  2. O deságio mora na análise: lotes com situação jurídica menos óbvia (ocupação, débitos, processo em fase intermediária) assustam a maioria — e é neles que a due diligence bem feita cria vantagem.
  3. A conta tributária decide o lucro: com margens comprimidas pela concorrência, a diferença entre revender no CPF ou no CNPJ pode ser o resultado da operação. Faça a comparação no simulador tributário antes de definir o lance máximo.

Este post é informativo e não é recomendação de investimento. Leilão tem risco jurídico real — analise cada lote com profundidade e com o apoio do seu advogado.

Fontes: levantamentos de mercado de 2025/2026 compilados no nosso estudo de nicho, incluindo Paraíba Total e O Tempo.

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